Lógica na Prática #05: Montando o fluxograma da lógica de programação🚀Parte 1 - Codesys + Factory IO
- Joel PoularasTech
- 14 de mai.
- 3 min de leitura
Fala aí pessoal, tudo bem com vocês? Estamos de volta com o nosso quadro Lógica na Prática, hoje com o Desafio número 05! Desta vez, vamos encarar um sistema que exige inteligência de triagem: a separação de caixas por altura e alocação sequencial em um armazém vertical.
Neste artigo, vamos focar na Parte 1 do Fluxograma. Como o processo envolve muitas decisões — desde a medição na esteira até a escolha do andar — dividi o planejamento em dois vídeos para detalharmos cada tomada de decisão sem pressa. Afinal, no CODESYS, o código só faz o que a gente planeja aqui!
1. O Desafio: Triagem e Inteligência Vertical
O objetivo é automatizar uma célula onde caixas de dois tamanhos diferentes chegam de forma mista. O sistema precisa:
Identificar o Tamanho: Diferenciar caixas altas de caixas baixas.
Sequenciamento: Enviar cada tipo para um nível específico do elevador.
Sincronismo: Garantir que a esteira de entrada só libere a próxima caixa quando o elevador estiver pronto e posicionado.
2. A Lógica dos Sensores de Altura
No vídeo, detalhamos como os sensores trabalham em conjunto. Não é apenas "detectar a caixa", mas sim criar uma lógica de comparação:
Sensor de Base + Sensor de Topo: Se ambos forem acionados, temos uma Caixa Alta.
Apenas Sensor de Base: Temos uma Caixa Baixa. Essa distinção é o gatilho que o fluxograma utiliza para setar a variável de destino antes mesmo da caixa entrar no elevador.
3. Estruturando o Fluxo de Entrada
Nesta primeira parte do fluxograma, mapeamos o caminho crítico:
Passo 1: Verificação de "System Ready" O ciclo só começa se o sistema estiver em modo automático e não houver nenhuma falha ativa. O fluxograma verifica se o elevador está no nível zero (base) e aguardando carga.
Passo 2: O Momento da Triagem Assim que a caixa atinge a barreira de sensores, o fluxograma abre uma decisão (losango):
A caixa é alta? Seta Destino = Para os andares.
A caixa é baixa? Seta Destino = Andar 1.
Passo 3: Transferência para o Elevador Após a identificação, o fluxograma autoriza o acionamento da esteira de entrada e da esteira interna do elevador. O fluxo trava aqui aguardando o sensor de posicionamento interno (fim de curso da plataforma) para garantir que a carga está segura para subir.
4. Preparação para a Parte 2
Muitos profissionais erram ao tentar programar o elevador subindo antes de garantir que a lógica de identificação está salva na memória (flags). Nesta Parte 1, deixamos o sistema "engatilhado": a caixa já está dentro do elevador e o CLP já sabe exatamente para onde ela deve ir.
Dica de Ouro do Joel: No fluxograma, use memórias do tipo "Latch" para guardar o tamanho da caixa. Se você depender apenas do sensor físico enquanto o elevador sobe, você perde a referência assim que a caixa sai da frente do sensor de entrada!
5. Assista ao Desenvolvimento Passo a Passo
Quer ver como eu desenhei essa lógica e entender o porquê de cada tomada de decisão no fluxograma? Assista ao vídeo completo abaixo:
Assista no YouTube: Lógica na Prática #05: Separação de caixas por altura (Parte 1)
Gostou dessa aula de planejamento? No próximo post (Parte 2), vamos finalizar esse fluxograma com a lógica de subida, descarga nos andares e o ciclo de retorno!
Deixe seu comentário e conte qual desafio você quer ver aqui no blog da PoularasTech.
Até a próxima! 🚀
Escrito por PoularasTech - Transformando lógica em movimento.



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